Vigilantes de MS ameaçam greve pelo adicional do Risco de Vida

Os trabalhadores do setor de vigilância e segurança privada de Mato Grosso do Sul, através dos seus representantes sindicais: Seesvig (Campo Grande e Região), Seesvda (Dourados e Região), SNVR (Naviraí) entrarão em estado de greve. A manifestação pode ocorrer a partir do dia 25 de janeiro caso os seus representados não recebam a diferença no salário, conforme está previsto na Lei 12.740, sancionado pela presidente Dilma Roussef, no final de 2012, que prevê o pagamento de 30% de adicional de risco de vida.

Um ofício já foi encaminhado conjuntamente das três entidades sindicais do Estado para o sindicato patronal no dia 16 de janeiro, oficiando a decisão de encaminhar uma assembleia geral da categoria para o dia 25 de janeiro, quando será discutida a seguinte ordem do dia:

a) Entendimento a cerca da Lei 12.740 de 08 de dezembro de 2012;

b) Citação das empresas que cumpriram o adicional no pagamento do 5º dia do mês de janeiro de 2013;

c) Discussão a cerca de paralisação por tempo indeterminado no prazo de 72 horas a partir da referida assembleia junto a categoria para o cumprimento do adicional de 30% de Risco de Vida/Periculosidade.

Segundo o presidente do SEESVIG, Celso Adriano Gomes da Rocha, a lei foi assinada pela presidente da República, Dilma Roussef, em 8 de dezembro do ano passado. Portanto, os empregadores já deveriam estar pagando a diferença de valor no salário.

A profissão é considerada de risco. Atualmente, os empregados recebem 4% de adicional por periculosidade. Porém, a lei diz que a taxa é de 30%. O benefício atende tanto profissionais armados quanto os desarmados. “As empresas que dependem do serviço de vigilância e de segurança devem se preparar para uma possível paralisação da categoria. Essa é uma luta que existe há mais de 5 anos”, destaca o líder sindical.

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