Vigilantes de MS cruzarão os braços dia 1º de fevereiro pelo cumprimento da Lei 12.740

Os vigilantes de Campo Grande e região aprovaram na noite desta sexta-feira, 25, nas dependências do Seesvig – Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança Privada greve por tempo indeterminado pelo cumprimento da Lei 12.740, sancionado no final do ano passado pela presidente Dilma Roussef, mas que encontrou resistência no seu cumprimento pelas empresas que operam na segurança privada do Estado.

A greve aprovada pelos vigilantes de Campo Grande e Região também foi acompanhada pelos vigilantes de Dourados e Naviraí e suas bases de atuação, que de forma unificada caminharão coesas na cobrança deste benefício que foi conquistado pela categoria que há mais de 12 anos lutavam para ver este sonho realizado. A greve aprovada pela soberana assembleia dos trabalhadores terá início no primeiro dia de fevereiro e não tem prazo para encerrar ou até que as empresas resolvam cumprir a lei e pagar o adicional de 30% sobre o risco de vida.

As dependências do sindicato ficaram completamente lotadas e a aprovação dos vigilantes pela greve foi por unanimidade, mesmo tendo o presidente do Seesvig, Celso Adriano Gomes da Rocha ter feito todas as explanações necessárias sobre a luta que será para manter uma greve por tempo indeterminado. Desta forma, a categoria resolveu apostar no enfrentamento para ver este benefício garantido na folha de pagamento em função do alto risco que todo vigilante corre no exercício da profissão.

A assembleia de aprovação pela greve contou com a participação de outras categorias que foram apoiar a decisão dos vigilantes em caminhar pela greve. Representantes dos bancários, eletricitários, telefonistas e outras categorias estão sendo solidárias aos vigilantes neste importante momento da luta sindical. A presidente do sindicato dos Bancários, Iaci Torres disse que a sua categoria vai apoiar incondicionalmente a decisão dos vigilantes pela greve. Da mesma forma, o presidente da CUT-MS, Jefferson Borges Silveira disse que a greve dos vigilantes é a greve de todos os trabalhadores e terá o apoio da maior central de trabalhadores da América Latina, lembrando a luta que a categoria enfrentou para conquistar este benefício e que agora os empresários refutam em pagar.

Para o presidente do Seesvig, a decisão de caminhar pela greve é a vontade de toda a diretoria do sindicato, lembrando que três empresas do setor já optaram pelo pagamento e outras duas fizeram compromissos de pagar, mas até o início da assembleia não tinham feito o pagamento. As demais empresas do setor encaminharam documentos ao sindicato reafirmando a intenção de não cumprir a lei, mesmo tendo reconhecido o benefício em convenção.

VIGILANTES DE DOURADOS TAMBÉM CRUZARÃO OS BRAÇOS

No mesmo horário em que os vigilantes de Campo Grande e Naviraí faziam suas assembleias e deliberavam para a greve geral, os vigilantes de Dourados também optaram por caminhar pela greve por tempo indeterminado até que os empresários que atuam no setor de segurança privada da região cumpram a Lei 12.740, sancionada no final de 2012 pela presidente Dilma.

O complexo do sindicato dos vigilantes de Dourados, localizado na rua Belo Horizonte, 1096, bairro Erondina I, ficou completamente lotado pela categoria que atendeu o chamado do presidente Antonio Goes Ferreira e sua diretoria. Trabalhadores do setor de segurança privada de Dourados e da base de atuação do sindicato fizeram um esforço e participaram da importante assembleia geral e de forma unânime decidiram caminhar por uma paralisação por tempo indeterminado.
NAVIRAÍ TAMBÉM VOTA PELA GREVE

Da mesma forma que os vigilantes de Campo Grande e Dourados, os trabalhadores em empresas de segurança privada de Naviraí e Região também decidiram que só podem conquistar o benefício da Lei 12.740 se caminhar unida pelo adicional de 30 pelo Risco de Vida.

O presidente do SVNR/MS – Sindicato dos Vigilantes, Vigias e Guardas de Segurança de Navirai/MS, Adilson Rodrigues da Silva convocou sua categoria e ela compareceu em grande quantidade na sede do sindicato, na noite da sexta-feira, 25, para apostar na decisão da diretoria, que é o de cruzar os braços por tempo indeterminado até que seja cumprido integralmente o que determina a Lei 12.740 e finalmente os vigilantes do seu sindicato possam receber o adicional de 30% em função do risco que corre diariamente na proteção de vidas e patrimônios.

ENTIDADES PUBLICAM EDITAL DA GREVE

No sábado, 26, os diretores do Seesvig (Campo Grande), Seesvda (Dourados) SVNR (Naviraí), assinarão conjuntamente o edital para publicação em jornal de circulação diária e na segunda-feira terá início o prazo de 72 horas para o início da greve, que coincidirá com a paralisação nacional dos Vigilantes de todo o país no dia 1º de fevereiro de advertência. O objetivo da categoria é forçar as empresas do setor a pagarem o novo adicional de periculosidade, que subiu de 15% para 30% desde o dia 10 de dezembro, data em que foi publicada no Diário Oficial da União a lei nº 12.740, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a qual amplia o benefício para os vigilantes. A paralisação está sendo coordenada pela Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV-PS), que em todo o país representa cerca de 850 mil trabalhadores.

 

 

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