Seesvig-MS mobiliza trabalhadores da Fortesul para cobrar salários e direitos trabalhistas

Durante todo o dia desta segunda-feira, dia 12, o Seesvig-MS – Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e Região esteve mobilizado com seus diretores, comandados pelo presidente Celso Adriano Gomes da Rocha na frente da empresa Fortesul em Campo Grande, exigindo o cumprimento de vários itens do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, entre eles o pagamento do salário normativo, que há vários meses vem sendo feito de forma atrasada e sem a multa prevista na convenção coletiva de trabalho, bem como ticket refeição, 13º salário (há trabalhador que ainda não recebeu nem a primeira parcela do 13º salário de 2014), férias regulares, horas extras, entre outros itens irregularidades cometidas pela empresa.

O ato em frente a Fortesul teve o apoio e a presença da UGT (União Geral dos Trabalhadores), através do presidente do Sindmassa (setor de alimentação), Fábio Bezerra que também é o tesoureiro geral da UGT, que participou da mobilização acompanhado de seus diretores e funcionários do seu sindicato.

Apesar de estar recebendo corretamente os recursos oriundos de seus contratos de prestação de serviços que mantém com empresas como o Banco do Brasil, Fórum Trabalhista, Sanesul, Alimentos Ikeda, Mr Jr. Supermercado, Shopping Pátio Central, Burguing King, entre outros, a Fortesul envia todos os recursos para sua matriz em Goiás-Go, que não tem remetido de volta corretamente para honrar compromissos como seus trabalhadores como salários e encargos trabalhistas, criando uma grande revolta porque não há explicação convincente para justificar tal atitude, sacrificando sobremaneira a sobrevivência de pais e mães de familias, que apesar de estarem trabalhando e cumprindo suas obrigações com a empresa não vem recebendo corretamente suas remunerações.

Para piorar ainda mais a situação, os trabalhadores não podem se quer cobrarem ou exigirem uma explicação pelo atraso no pagamento que a gerência ou chefia inicia um nefasto processo de retalhação,  ameaças de demissão, trocas de postos, entre outras formas de pressão para silenciar seus trabalhadores, uma situação insustentável que preocupa a todos, bem como o Seesvig-MS que coloca em dúvida a capacidade da Fortesul em honrar seus compromissos para continuar atuando no mercado de segurança privada em Mato Grosso do Sul.

Mesmo apresentando uma incapacidade financeira para cumprir compromissos básicos com seus trabalhadores como salários e encargos, a Fortesul está contratando novos empregados e renovando sua frota de carros ao adquirir novos veículos todos plotados e com placas do município de Terenos, cidade vizinha de Campo Grande, uma estratégia muito estranha na avaliação do sindicato e dos trabalhadores. Em todos os contatos realizados pelo presidente do Seesvig, Celso Adriano com a direção da empresa em Campo Grande ou em Goiás, a resposta é sempre a mesma: “estamos correndo atrás, mas ainda não temos uma data para realizar o pagamento dos trabalhadores”.

Sem uma posição para passar aos trabalhadores, o Sindicato está convocando a categoria para a mobilização e a consequente paralisação até que a situação se normalize ou alguma posição seja estabelecida para que os vigilantes da Fortesul possam organizar suas situações econômicas e financeiras e consigam desempenhar suas funções com a certeza de que no final do mês venham receber a remuneração que fazem jus ao trabalho que executam na defesa de vidas e patrimônio na Fortesul.

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