GOVERNO ANUNCIA SALÁRIO MÍNIMO SEM GANHO REAL PARA 2021

Com o anúncio do aumento do salário mínimo no valor de R$ 22, e abaixo da inflação, o Governo demonstra seu desprezo com os trabalhadores e a sociedade como um todo.

Com reajuste de R$ 22, o salário mínimo em 2021 será R$ 12 a menos do que o previsto pelo próprio governo para o ano que vem. Segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o reajuste deveria ser de 3.19% seguindo o INPC, e o salário mínimo deveria ser R$ 1.079 para 2021. Entretanto o governo anunciou, que o salário mínimo será R$ 1.067 em 2021.

Até o ano passado, o reajuste considerava a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A regra perdeu validade e, agora, só leva em conta o INPC, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O governo utiliza como desculpa o teto de gastos, que limita os gastos públicos, e joga para a conta dos trabalhadores menos favorecidos o ônus de ter um salário defasado e com isso um menor poder de compra e sobrevivência.

Existe a possibilidade de segurar os gastos do governo, diminuindo outras despesas geradas e produzidas pelo estado, mas é mais fácil colocar isso nas costas do trabalhador, do que reduzir os gastos em despesa menos prioritária, por exemplo. Para o governo o povo não é prioridade.

Pela primeira vez, desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, não haverá ganho real no salário mínimo, em todos os governos desde FHC, houve uma preocupação dos governos em garantir aumento real aos trabalhadores brasileiros.

O aumento real está diretamente ligado ao poder de compra, a capacidade real de sobrevivência e a dignidade da população. Sem ganho real, o efeito cascata é certo e isso resvala diretamente nas negociações coletivas e no reajuste de todas as categorias que recebem mais que
o salário mínimo.

O salário mínimo sempre esteve aquém das necessidades reais dos trabalhadores, que segundo o DIEESE deveria ser em 2020 no valor de R$ 4.420,11.

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