Salário da escolta armada nem sempre compensa pelo fator de risco

O serviço de escolta armada embora parece uma profissão de glamour e que fantasia a mente de quem deseja atuar no mercado da segurança privada – é também a profissão mais arriscada dentro da atividade profissional.

Além da baixa remuneração, os vigilantes trabalham em uma logística exaustiva, com escalas de trabalho que acaba prejudicando os funcionários. Para economizar a diária de alimentação, por exemplo, o valor da diária não atende a necessidade do vigilante, muitos deles preferem tomar um lanche mais barato para voltar com parte da diária para casa.

Promover segurança no serviço de escolta armada não é uma missão das mais fáceis, principalmente pelo tempo gasto em longas viagens dentro de viaturas com o mínimo de conforto e segurança para os agentes, já que os veículos não são blindados, e nem tão pouco com potência necessária de arranque e velocidade.

Condições de rodovias

Percorrer longos quilômetros em rodovias em condições ruins e sem segurança viária também é outra queixa dos vigilantes. Quase sempre com velocidade entre 80 a 120 km por hora, seguindo longos caminhões com cargas valiosas, deixa os vigilantes em situação de perigo constante.

Os riscos não param por aqui. Os vigilantes da escolta armada ainda estão desguarnecidos de armas potentes à altura para responder um confronto com grupos de criminosos organizados, na maioria das vezes, usando armas de grosso calibre, como fuzis e artefatos explosivos.

Armamento do vigilante

Enfrentar o crime organizado com revólver calibre 38, carabina calibre 12, 16 ou 20 — é o mesmo que enfrentar um leão com uma faca. Os vigilantes da escolta armada só podem usar algum tipo de armamento devidamente autorizado pela empresa de segurança privada em que estão à serviço. O porte de arma para vigilantes é proibido fora do trabalho, segundo normas da Polícia Federal por meio de suas portarias reguladoras.

A legislação da segurança privada (Lei 7.102/83), artigo 21, prevê que a arma usada pelo vigilante seja de propriedade e responsabilidade da empresa para a qual ele presta serviços, sendo a contratante obrigada a possuir uma autorização de funcionamento emitida pelo Departamento de Polícia Federal (DPF).

Na Portaria 3.233/12, o artigo 163, assegura ao vigilante o porte de arma em efetivo exercício. Contudo, isso também não significa que o vigilante tenha que trabalhar armado. Por essa razão existem diversos postos de trabalho onde o profissional atue sem o uso de armas.

Outra atividade de maior risco dentro da segurança privada é o serviço de segurança pessoal. Contudo, nesta atividade, é possível que o vigilante use pistolas como 380 mm e 386. É preciso que o vigilante tenha um curso de extensão para tais atividades, seja na escolta armada ou na segurança pessoal privada.

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