Presidente da Fenavist abre o jogo sobre a Segurança Privada

O Presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores, Jeferson Furlan, em entrevista, falou sobre diversos temas de interesse da segurança privada, principalmente sobre o debate promovido em audiência pública pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em dez perguntas direcionadas a Jeferson Furlan sobre o setor, ele foi enfático em defender mudanças na legislação, além de defender também os profissionais (vigilantes) que, em sua grande maioria trabalham dentro das normas e protocolos que aprendem nos cursos de formação, diferentes de pessoas que se ‘intitulam de segurança’ mas que trabalham na clandestinidade.

Segurança clandestina

Jeferson Furlan defendeu ainda uma política mais rígida nas fiscalizações por parte da Polícia Federal contra as empresas de segurança clandestinas, alegando que é preciso mudar a legislação para que as empresas que operam de forma legal não sejam afetadas. Para o presidente, a aprovação do Estatuto da Segurança Privada seria de suma importância no processo de fiscalização da PF.

Sobre os casos de violência envolvendo profissionais da segurança dentro de áreas comerciais, Furlan voltou a dizer que é preciso a aprovação do Estatuto da Segurança Privada pelo Congresso, que e que as empresas precisam estar atentas na hora de contratar empresas de segurança devidamente registradas na Polícia Federal, órgão que regula o setor. O Projeto de Lei vai atualizar e modernizar a Lei nº 7.102/83, que há 38 anos regulamenta o setor da segurança privada no Brasil, frisou.

Treinamento de vigilantes

Questionado sobre o treinamento dos vigilantes quanto ao racismo estrutural, ele disse que a Fenavist vem atuado junto às empresas para diminuir impacto negativo que pesa sobre a categoria, muitas vezes de forma pejorativa, já que os profissionais (vigilantes), ainda na formação, aprendem sobre as questões éticas e de Direitos Humanos. Furlan falou também que a Fenavist teve parceria com Universidade Zumbi dos Palmares e o Movimento AR. O objetivo, segundo ele, é a capacitação dos mais de 500 mil vigilantes que atuam nas empresas formais em questões raciais e discriminatórias.

Ainda sobre a questão do racismo, a Fenavist já trabalha com o selo “Segurança sem Preconceito” que, segundo o presidente da instituição, o projeto já foi totalmente formatado e será lançado em breve. Ele será concedido às empresas que trabalharem ações contra o preconceito e discriminação, além de buscar postura ativa no combate a essas ações. Ele deverá expressar a marca de todo um setor na busca de uma equidade social mais humanizada com liberdade e justiça para todos, alegou.

Cartilha Segurança sem Preconceito

A Cartilha “Segurança sem Preconceito” também está em fase de finalização. O documento apresentará informações importantes sobre questões de raça, gênero e outras minorias. Bem como orientações sobre a forma correta de se fazer a abordagem em situações delicadas.

Por fim, a Fenavist atuou junto com a Universidade Zumbi dos Palmares na realização de uma pesquisa sobre questões raciais na segurança privada. O resultado faz parte de um livro lançado, em junho, pela Universidade, concluiu.

Audiência do CNJ

Jeferson Furlan participou da audiência pública promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na ocasião em que temas do racismo estrutural e qualificação profissional dos vigilantes foi debatido. Ao ser questionado sobre a importância da referida audiência promovida pelo CNJ, Furlan respondeu da seguinte forma:

Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar que é uma honra para mim, enquanto presidente da Fenavist, ter sido convocado a integrar o grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça que estuda melhorias no segmento de segurança privada.

Fiscalização do setor da segurança

A primeira audiência pública, realizada no dia 30 de julho, deixou claro diante dos posicionamentos de representantes da Polícia Federal, entidades empresarias e representantes dos trabalhadores que o grande problema a ser resolvido não está na formação dos vigilantes. Esses passam por treinamentos exaustivos não apenas nos cursos de formação, mas também nas empresas para as quais trabalham. O grande problema está na legislação desatualizada, que impede a fiscalização e punição de diversos casos ligados a empresas irregulares, empresas clandestinas, profissionais que não podem exercer a profissão, entre outros.

Uma coisa é certa, o segmento regular de segurança privada é totalmente a favor de uma legislação mais moderna e rígida. O combate a clandestinidade e aos preços inexequíveis tornar a atividade muito mais forte, o que evitará os equívocos que ocorrem atualmente, onde empresas e profissionais sérios são julgados na mesma balança dos clandestinos.

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