{"id":528,"date":"2025-10-29T15:59:35","date_gmt":"2025-10-29T15:59:35","guid":{"rendered":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=528"},"modified":"2025-10-29T15:59:35","modified_gmt":"2025-10-29T15:59:35","slug":"justica-obriga-empresa-a-dar-coletes-femininos-a-vigilantes-nao-e-luxo-e-protecao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=528","title":{"rendered":"Justi\u00e7a obriga empresa a dar coletes femininos a vigilantes: \u201cn\u00e3o \u00e9 luxo, \u00e9 prote\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>TRT-MG decide que empresa de seguran\u00e7a deve fornecer coletes bal\u00edsticos femininos a vigilantes mulheres<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.otempo.com.br\/tempo\/belo-horizonte-mg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Belo Horizonte<\/a>\u00a0determinou que uma empresa de seguran\u00e7a forne\u00e7a\u00a0<strong>coletes bal\u00edsticos femininos<\/strong>\u00a0a todas as vigilantes mulheres no prazo m\u00e1ximo de 90 dias ap\u00f3s o fim dos recursos. A decis\u00e3o un\u00e2nime, da\u00a0<strong>Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRT-MG)<\/strong>, manteve senten\u00e7a da 28\u00aa Vara do Trabalho da capital mineira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coletes unissex n\u00e3o garantem a mesma prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a ju\u00edza convocada&nbsp;<strong>Adriana Campos de Souza Freire Pimenta<\/strong>, relatora do processo, os coletes unissex usados atualmente \u201cn\u00e3o oferecem o mesmo n\u00edvel de seguran\u00e7a para mulheres\u201d, pois ignoram as diferen\u00e7as anat\u00f4micas entre os corpos masculino e feminino. A magistrada refor\u00e7ou que, ao tratar de Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPIs), a lei exige adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa que o utiliza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas entre homens e mulheres tornam pouco razo\u00e1vel a ideia de um colete \u00fanico para todos os trabalhadores\u201d, afirmou a relatora. Para ela, o dever de fornecer EPIs inclui respeitar as caracter\u00edsticas f\u00edsicas de cada profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda a origem da a\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi movida pelo&nbsp;<strong>Sindicato dos Empregados de Empresas de Seguran\u00e7a e Vigil\u00e2ncia de Minas Gerais<\/strong>, que denunciou que as vigilantes eram obrigadas a usar coletes padronizados para homens, o que comprometia a mobilidade, causava dor e at\u00e9 colocava a vida das trabalhadoras em risco. O sindicato citou ainda a&nbsp;<strong>Portaria n\u00ba 18-D Log, de 2006<\/strong>, do Ex\u00e9rcito Brasileiro, que determina que coletes femininos devem conter registro de \u201cuso feminino\u201d e prote\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o busto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda no colete feminino<\/h2>\n\n\n\n<p>Os coletes bal\u00edsticos femininos s\u00e3o modelados para acompanhar as formas do corpo da mulher \u2014 especialmente na regi\u00e3o do busto, dos ombros e da cintura \u2014 garantindo ergonomia e mobilidade sem reduzir a prote\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os modelos masculinos, mais retos e largos, podem gerar folgas no tronco e press\u00e3o no busto, comprometendo o conforto e a seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00e3o aplica perspectiva de g\u00eanero<\/h2>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza&nbsp;<strong>Cristiana Soares Campos<\/strong>, que julgou o caso em primeira inst\u00e2ncia, destacou que o colete feminino \u201cn\u00e3o \u00e9 um luxo, mas uma necessidade t\u00e9cnica e ergon\u00f4mica\u201d. O colegiado tamb\u00e9m aplicou o&nbsp;<strong>Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero<\/strong>, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 492\/2023), refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de decis\u00f5es que considerem as desigualdades hist\u00f3ricas enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o do TRT-MG ainda cita a&nbsp;<strong>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>, a&nbsp;<strong>CLT<\/strong>&nbsp;e as&nbsp;<strong>Conven\u00e7\u00f5es 155 e 187 da OIT<\/strong>, que imp\u00f5em ao empregador o dever de proteger a sa\u00fade e a seguran\u00e7a de todos os trabalhadores \u2014 com igualdade e respeito \u00e0s diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um passo para a igualdade e a seguran\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a empresa dever\u00e1 adotar os coletes femininos em at\u00e9 90 dias ap\u00f3s o fim do prazo recursal. O processo segue agora para o&nbsp;<strong>Tribunal Superior do Trabalho (TST)<\/strong>, onde ser\u00e1 analisado o recurso de revista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, o julgamento \u201crefor\u00e7a o papel do Judici\u00e1rio na efetiva\u00e7\u00e3o da igualdade e na prote\u00e7\u00e3o das mulheres em profiss\u00f5es historicamente masculinas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;<strong>PJe 0010262-63.2025.5.03.0021 (ROT)<\/strong><br>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/conheca-o-trt\/comunicacao\/noticias-juridicas\/justica-do-trabalho-determina-que-empresa-de-seguranca-forneca-coletes-balisticos-femininos-as-vigilantes-mulheres\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRT-3<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRT-MG decide que empresa de seguran\u00e7a deve fornecer coletes bal\u00edsticos femininos a vigilantes mulheres A Justi\u00e7a do Trabalho de\u00a0Belo Horizonte\u00a0determinou que uma empresa de seguran\u00e7a forne\u00e7a\u00a0coletes bal\u00edsticos femininos\u00a0a todas as vigilantes mulheres no prazo m\u00e1ximo de 90 dias ap\u00f3s o fim dos recursos. 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