{"id":598,"date":"2026-02-09T14:26:00","date_gmt":"2026-02-09T14:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=598"},"modified":"2026-02-09T14:26:01","modified_gmt":"2026-02-09T14:26:01","slug":"stf-dino-da-2o-voto-para-dar-aposentadoria-especial-a-vigilantes-impacto-e-de-r-200-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=598","title":{"rendered":"STF\/Dino d\u00e1 2\u00ba voto para dar aposentadoria especial a vigilantes; impacto \u00e9 de R$ 200 bi"},"content":{"rendered":"\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Fl\u00e1vio Dino votou para reconhecer a aposentadoria especial do profissional vigilante, com ou sem uso de arma de fogo, por causa da exposi\u00e7\u00e3o ao risco inerente \u00e0 profiss\u00e3o. Ele seguiu o relator do caso, K\u00e1ssio Nunes Marques. O placar est\u00e1 em 2 a 0 a favor dos segurados.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento \u00e9 realizado no plen\u00e1rio virtual que come\u00e7ou na \u00faltima sexta-feira, 6, e vai at\u00e9 13 de fevereiro. O Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social estima um rombo de R$ 200 bilh\u00f5es ao longo de 35 anos para os cofres p\u00fablicos em caso de derrota.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo julga recurso do INSS contra uma decis\u00e3o de 2020 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que admitiu o tempo especial para vigilante, desde que o segurado comprove a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade nociva com risco \u00e0 integridade f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Nunes Marques afirmou que a atividade de vigil\u00e2ncia coloca em risco a integridade f\u00edsica do trabalhador, deixando-o em \u201cestado de alerta, gerando quadro de elevada tens\u00e3o emocional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO vigilante, obviamente, identifica-se como o primeiro obst\u00e1culo humano a ser neutralizado no caso de uma investida de assaltantes, por exemplo. Remover o obst\u00e1culo pode significar a rendi\u00e7\u00e3o do vigilante, mas pode tamb\u00e9m descambar para epis\u00f3dios de espancamento e at\u00e9 de assassinato\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), que representa o INSS, a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza a aposentadoria diferenciada apenas se houver exposi\u00e7\u00e3o permanente a agentes f\u00edsicos, qu\u00edmicos ou biol\u00f3gicos que sejam nocivos ao ser humano, o que n\u00e3o seria o caso do vigilante.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU tamb\u00e9m alertou para o risco de que o entendimento aplicado ao vigilante seja reproduzido em outras profiss\u00f5es, aumentando ainda mais o impacto para os cofres p\u00fablicos. \u201cS\u00e3o in\u00fameras as profiss\u00f5es que poderiam reclamar a concess\u00e3o da aposentadoria especial, sob a alega\u00e7\u00e3o de que os segurados desempenhariam atividade que estivesse associada a alguma esp\u00e9cie de risco ou perigo, como motoristas de \u00f4nibus e caminh\u00e3o, trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, etc.\u201d, salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunes Marques ressaltou em seu voto que o entendimento aplicado aos profissionais vigilantes n\u00e3o se estende automaticamente a outras situa\u00e7\u00f5es, com a de trabalhadores expostos a subst\u00e2ncias inflam\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Fl\u00e1vio Dino votou para reconhecer a aposentadoria especial do profissional vigilante, com ou sem uso de arma de fogo, por causa da exposi\u00e7\u00e3o ao risco inerente \u00e0 profiss\u00e3o. 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