{"id":601,"date":"2026-02-09T14:34:10","date_gmt":"2026-02-09T14:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=601"},"modified":"2026-02-09T14:34:10","modified_gmt":"2026-02-09T14:34:10","slug":"empresa-que-nao-oferece-assentos-a-quem-passa-o-dia-em-pe-pode-gerar-indenizacao-ao-funcionario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=601","title":{"rendered":"Empresa que n\u00e3o oferece assentos a quem passa o dia em p\u00e9 pode gerar indeniza\u00e7\u00e3o ao funcion\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>CLT e NR-17 garantem assentos para pausas em trabalhos em p\u00e9. Entenda quando a aus\u00eancia pode gerar indeniza\u00e7\u00e3o ao empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhar em p\u00e9 durante toda a jornada, sem acesso a assentos para descanso, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de conforto. Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, a pr\u00e1tica pode contrariar normas de sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho e expor a empresa a risco jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira prev\u00ea que empregados que executam atividades em p\u00e9 devem ter assentos dispon\u00edveis para uso durante as pausas. O objetivo \u00e9 reduzir fadiga, prevenir adoecimentos e preservar a dignidade no ambiente laboral.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando essa obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 ignorada de forma cont\u00ednua, especialmente em fun\u00e7\u00f5es que exigem longos per\u00edodos de atendimento ao p\u00fablico, a discuss\u00e3o pode chegar \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, com possibilidade de condena\u00e7\u00e3o, conforme o caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea sobre trabalho em p\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), no artigo 199, determina que, quando o trabalho for executado em p\u00e9, devem ser colocados assentos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos empregados para uso nas pausas que o servi\u00e7o permitir.<\/p>\n\n\n\n<p>A Norma Regulamentadora n\u00ba 17 (NR-17), que trata de ergonomia, refor\u00e7a essa diretriz ao prever a disponibiliza\u00e7\u00e3o de assentos para descanso em atividades realizadas predominantemente em p\u00e9, a serem utilizados durante as pausas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, profissionais de Departamento Pessoal e seguran\u00e7a do trabalho explicam que n\u00e3o basta a exist\u00eancia simb\u00f3lica do assento. \u00c9 necess\u00e1rio que ele esteja acess\u00edvel e em local adequado, permitindo uso real pelo trabalhador nos momentos de pausa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a forma como o trabalho \u00e9 organizado tamb\u00e9m entra na an\u00e1lise. Rotinas que inviabilizam pausas m\u00ednimas ou impedem o uso dos assentos tendem a ampliar o risco de descumprimento das normas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando a aus\u00eancia de assentos pode gerar indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica. Ela depende da comprova\u00e7\u00e3o de que a empresa descumpriu a legisla\u00e7\u00e3o e de que a conduta afetou a sa\u00fade ou a dignidade do trabalhador, conforme an\u00e1lise do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 precedentes na Justi\u00e7a do Trabalho envolvendo a aus\u00eancia de assentos para descanso, inclusive com condena\u00e7\u00f5es por danos morais coletivos. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) j\u00e1 analisou casos em que ficou comprovado que empregados permaneciam longos per\u00edodos em p\u00e9 sem possibilidade adequada de descanso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, por exemplo, a 7\u00aa Turma do TST manteve condena\u00e7\u00e3o contra uma rede de farm\u00e1cias ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos, em raz\u00e3o da n\u00e3o disponibiliza\u00e7\u00e3o suficiente de assentos para seus funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00f5es individuais, costumam ser avaliados fatores como fun\u00e7\u00e3o exercida, tempo de exposi\u00e7\u00e3o, exist\u00eancia de pausas, provas documentais, testemunhais e condi\u00e7\u00f5es gerais do ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como trabalhador e empresa podem se resguardar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o trabalhador, \u00e9 importante saber que a disponibiliza\u00e7\u00e3o de assentos para pausas em atividades em p\u00e9 \u00e9 um direito previsto em norma. Em caso de descumprimento, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar os canais internos da empresa e, se necess\u00e1rio, apoio sindical ou jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para as empresas, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 preventiva: oferecer assentos adequados, organizar pausas efetivas e orientar gestores sobre o cumprimento das normas de ergonomia. Essas medidas reduzem riscos de adoecimento, fiscaliza\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fun\u00e7\u00f5es como caixas, balconistas e atendentes costumam exigir aten\u00e7\u00e3o redobrada, justamente por envolverem longos per\u00edodos em p\u00e9 e press\u00e3o por produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A adequa\u00e7\u00e3o, em geral, \u00e9 simples e de baixo custo quando comparada ao impacto de uma condena\u00e7\u00e3o judicial ou de afastamentos por problemas de sa\u00fade relacionados ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLT e NR-17 garantem assentos para pausas em trabalhos em p\u00e9. Entenda quando a aus\u00eancia pode gerar indeniza\u00e7\u00e3o ao empregado. Trabalhar em p\u00e9 durante toda a jornada, sem acesso a assentos para descanso, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de conforto. 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