{"id":621,"date":"2026-02-20T17:19:31","date_gmt":"2026-02-20T17:19:31","guid":{"rendered":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=621"},"modified":"2026-02-20T17:19:32","modified_gmt":"2026-02-20T17:19:32","slug":"tst-invalida-escala-12x36-de-vigilante-por-horas-extras-habituais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=621","title":{"rendered":"TST invalida escala 12&#215;36 de vigilante por horas extras habituais"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Decis\u00e3o reconhece descaracteriza\u00e7\u00e3o da jornada especial e gera direito ao<br>pagamento de horas extras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho, proferiu decis\u00e3o que invalida o regime de jornada 12&#215;36 de vigilante quando h\u00e1 presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras al\u00e9m das 12 horas di\u00e1rias, com reflexos importantes para a categoria e para a interpreta\u00e7\u00e3o das escalas de trabalho da seguran\u00e7a privada.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi analisado pela Corte ap\u00f3s o trabalhador, contratado sob o regime 12&#215;36, alegar que realizava, com frequ\u00eancia, plant\u00f5es extras o que, segundo ele, descaracterizaria o car\u00e1ter especial da jornada pactuada. <\/p>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o Tribunal Regional do Trabalho da 6\u00aa Regi\u00e3o havia conclu\u00eddo que a realiza\u00e7\u00e3o de cerca de quatro plant\u00f5es extras por m\u00eas n\u00e3o seria suficiente para invalidar o regime negociado em norma coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no TST, a ministra relatora adotou entendimento diverso, considerando que a repeti\u00e7\u00e3o habitual de plant\u00f5es extras compromete o<br>car\u00e1ter excepcional do regime 12&#215;36, tornando-o inv\u00e1lido e gerando o direito ao pagamento de horas extras al\u00e9m da 8\u00aa di\u00e1ria e da 44\u00aa semanal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, a jornada especial 12&#215;36 n\u00e3o deve ser confundida com um simples acordo de compensa\u00e7\u00e3o, e a pr\u00e1tica reiterada de horas extras descaracteriza o regime, impondo ao empregador as obriga\u00e7\u00f5es decorrentes das jornadas superiores aos limites constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que isso significa para os vigilantes?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A escala 12&#215;36, amplamente utilizada em servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia \u00e9 prevista na legisla\u00e7\u00e3o e em normas coletivas e, quando cumprida fielmente, \u00e9 reconhecida como regime especial de compensa\u00e7\u00e3o de jornada. Entretanto, quando o trabalhador excede as horas pactuadas com frequ\u00eancia que compromete o repouso e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a Justi\u00e7a pode entender que o regime<br>foi descaracterizado, abrindo espa\u00e7o para o pagamento de horas extras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esta interpreta\u00e7\u00e3o destaca que:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras pode descaracterizar a escala e exigir o pagamento de horas al\u00e9m da 8\u00aa di\u00e1ria e da 44\u00aa semanal;<br>A decis\u00e3o reafirma a necessidade de cumprimento estrito do regime especial pactuado;<br>A an\u00e1lise caso-a-caso continua sendo essencial, considerando a rotina real de trabalho.<br><strong>Import\u00e2ncia da decis\u00e3o para a seguran\u00e7a privada<\/strong><br>Embora a jurisprud\u00eancia sobre a jornada 12&#215;36 seja complexa, inclusive com decis\u00f5es anteriores reconhecendo a possibilidade de ado\u00e7\u00e3o desta jornada com base em acordo coletivo ou individual o entendimento de que horas extras habituais podem descaracterizar o regime alerta tanto trabalhadores quanto empregadores para a necessidade de controle rigoroso da jornada e do respeito \u00e0s normas pactuadas.<br><strong>Para a categoria dos vigilantes, a decis\u00e3o refor\u00e7a a import\u00e2ncia de:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Atentar para o que est\u00e1 pactuado na norma coletiva; <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Controlar formalmente as horas extras realizadas; <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Buscar orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em casos de descumprimento das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A ministra fundamentou a decis\u00e3o no art. 7\u00ba, XIII, da CF, destacando que a jornada especial s\u00f3 se sustenta quando fielmente cumprida, sem sobrecarga habitual.<br>Processo: 0000213-29.2022.5.06.0103<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o reconhece descaracteriza\u00e7\u00e3o da jornada especial e gera direito aopagamento de horas extras A ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho, proferiu decis\u00e3o que invalida o regime de jornada 12&#215;36 de vigilante quando h\u00e1 presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras al\u00e9m das 12 horas di\u00e1rias, com reflexos importantes para a categoria e para a&#8230;<a class=\"btnReadMore\" href=\"https:\/\/seesvig.org.br\/?p=621\">Leia mais<i class=\"fa fa-long-arrow-right\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":618,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-juridico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":622,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions\/622"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/618"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/seesvig.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}